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Mês das Mulheres

Dia 08 de março, dia das mulheres.

Essa data foi marcada por um fato histórico: a luta pela igualdade. Na época do ocorrido fato, a luta era por igualdade no ambiente de trabalho. Hoje a luta pelos direitos femininos se estende por diferentes aspectos e áreas. Estudos, saúde, trabalho, maternidade, moda, corpo e reconhecimento simplesmente por ser mulher.


Pensando nas Grandes Mulheres da História, e de nossas vidas, resolvemos transformar nosso mês de março no Mês das Mulheres. Uma singela homenagem às incríveis mulheres que fazem tanto por nossa história e por todas que aqui estão vivendo suas batalhas diárias e sendo as pessoas cheias de força, luz, vida e esperança.

 

Hoje também marca uma data importante para nós: nosso primeiro dia das mulheres. Ele veio trazer, a todas vocês, uma delicada mensagem:


Queridas mulheres lindas por natureza,
Você é incrível por ser quem é!!
Não importa sua cor, sua altura, seu peso, sua profissão seu passado e seu presente. O que importa é que você venceu, simplesmente por ser essa mulher poderosa, decidida e única!! Sim!! Única! Seu corpo é único, pois tem as marcas do seu tempo. Seus olhos são únicos, pois nenhuma íris é igual a outra no mundo todo. Você é única por ser você! Não existem defeitos, existem peculiaridades e pequenos pontinhos a serem ajustados ao longo de uma vida inteira, e isso faz de você especial e incrível.
Mesmo que você não se veja como uma frondosa árvore, busque dentro de si e irá encontrar essa imagem: grande, forte, cheia de bons frutos e com ramificações que nem imaginava que existiam.


Nosso respeito e solidariedade às mulheres Ucranianas que enfrentam a guerra e a dor, todos os dias, para semearem a força e a esperança para os entes queridos que ficaram e precisarão lutar para se reerguerem em meio ao caos e toda a dor causada pelos disparos nas madrugadas.


Agradeço a cada uma das mulheres que mudaram e mudarão nossas vidas e a de tantas pessoas. Obrigada por serem especiais e carregarem em dentro de si a luz que o mundo precisa.


Feliz dia 08 de março!

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E aproveitando esse dia, trazemos aqui a história de uma mulher que marcou e marca a história: Malala.

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Malala

Malala Yousafzai, nascida em 1997, é uma militante dos direitos das crianças, uma jovem paquistanesa que foi vítima de um atentado por defender o direito das meninas de ir à escola.

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Com 17 anos, foi a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz.

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Em regiões do Paquistão, as meninas são obrigadas a se casar cedo, têm filhos aos 14 anos, porém “Malala”, que significa “tomada pela tristeza”, escapou desse destino graças à sua família que sempre apoiou sua vontade de estudar. Em 2008, com 11 anos, Malala já defendia em seu blog o direito das meninas de frequentar a escola. Com 12 anos, para continuar indo à escola, escondia o uniforme dentro da mochila para não ser atacada e espancada no caminho.  Nessa época, foi registrado em um documentário feito pelo New York Time, em que Malala afirmava que queria ser médica e, para isso iria continuar estudando em qualquer outro lugar.

Em 2010, o Talibã continuava no Paquistão. Malala que já era conhecida por defender em entrevistas e palestras o direito das meninas à educação, passou a receber ameaças de morte.

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No dia 9 de outubro de 2012, com 15 anos, Malala estudava na província de Khyber Pakhtunkhwa e enquanto voltava para casa seu ônibus escolar foi parado por membros do Talibã, que subiram a bordo e perguntaram: “Quem é Malala?”.

 

Ninguém respondeu, mas um dos terroristas a reconheceu e disparou três tiros em sua cabeça.

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Malala foi socorrida e levada para um hospital, onde permaneceu em estado grave. Quando apresentou alguma melhora, foi levada para Birmingham, na Inglaterra, para ser tratada em um hospital especializado no atendimento aos feridos de guerra. Malala sobreviveu ao atentado, recuperou-se e não recuou de suas convicções. Tornou-se porta voz de uma causa – o direito à educação. Sua família mudou-se para Birmingham, onde vive exilada.

Malala criança usando sua mochila
Livros sobre a história da Malala

Em julho de 2013, com 16 anos, Malala foi para Nova Iorque, onde falou para uma plateia de representantes de mais de 100 países na Assembleia de Jovens das Nações Unidas. No fim do discurso, deixou claro que a causa pela qual chegou perto de morrer permanece a mesma: “Nossos livros e canetas são as armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo. Educação é a única solução”.

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Em outubro de 2013, sua história foi publicada na autobiografia “Eu Sou Malala”, escrita por Christina Lamb. Malala anunciou a criação de um fundo que leva seu nome para promover a educação para meninas no Paquistão. No dia 10 de outubro de 2013, Malala Yousafzai recebeu o Prêmio Sakharov, dado pelo Parlamento Europeu.

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No Brasil, a história de Malala é contada no excelente livro infantil "Malala, a menina que queria ir para a escola" pela Adriana Carranca e ilustrado pela Bruna Assis Brasil.

No dia 10 de outubro de 2014, com 17 anos, Malala recebeu o “Prêmio Nobel da Paz”, tornando-se a mais jovem ganhadora da premiação. A honraria foi dividida com o hindu Kailash Satyarthi, de 60 anos, que liderou missões para resgatar 80 000 crianças que trabalhavam em condições de escravidão na Índia.

 

No dia 29 de março de 2018, Malala voltou ao Paquistão, depois de seis anos, quando se encontrou com o primeiro-ministro paquistanês na capital Islamabad. Malala fez um breve discurso televisionado quando se emocionou e disse que se dependesse dela, jamais teria deixado o Paquistão.

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Em 2020, com 22 anos, oito anos após sofrer o atentado, Malala Yousafzai concluiu a faculdade de Filosofia Política e Econômica, pela Universidade de Oxford.

Malala

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